Essa prática não tem base científica. O fato de um determinado elemento mineral ser essencial para os animais ou para o ser humano, não significa que ele deva ser necessariamente suplementado via misturas minerais. Se os alimentos já fornecem quantidades adequadas de determinado(s) elemento(s), não há por que suplementá-lo(s). Essa prática constitui apenas desperdício e pode, inclusive, implicar em menor absorção do(s) mineral(is) realmente necessário(s), pelo fenômeno do antagonismo. Para os ruminantes, numerosos exemplos dessa assertiva podem ser fornecidos: ferro (Fe), cromo (Cr) e enxofre (S), dentre outros, são elementos essenciais, porém, sob condições naturais, dificilmente estão deficientes na dieta de bovinos criados em pastagens.

Os estudos para induzir essas deficiências são realizados em condições extremamente especializadas (Underwood & Suttle, 1999), o que equivale a dizer, praticamente artificiais. Como exemplo, vejamos o caso do ferro, elemento absolutamente essencial: sua deficiência não ocorre em bovinos a menos que estes sejam alimentados exclusivamente com leite (alimento pobre em ferro) ou que sejam administradas na dieta, quantidades absurdas de antagonistas desse elemento. No entanto, encontramos ferro na composição da maioria das misturas minerais comercializadas no Brasil. Ao que parece, esta prática deve ser creditada ao equívoco 4, logo a seguir abordado.

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