Pensa-se, de forma geral, que a suplementação, via misturas minerais, deveria ser praticada em qualquer situação de forma ininterrupta. No entanto, se levarmos em conta que uma das importantes funções dos minerais é a de serem cofatores exigidos para o perfeito funcionamento de várias enzimas, cujas funções em reações metabólicas só ocorrem quando existe uma adequada disponibilidade dos substratos (carboidratos, lipídios e protídeos), percebe-se que animais que recebem dietas pobres não se beneficiam da suplementação mineral. Por exemplo, na época seca, quando sabidamente ocorrem grandes restrições qualitativas no valor nutritivo dos pastos (lignificação, menor relação folhas:caules, redução do teor proteico e aumento nos teores dos carboidratos fibrosos indigeríveis), não há efeito benéfico da suplementação mineral sobre o desempenho dos animais, a menos que a dieta, nutricionalmente falando, seja corrigida. Adicionalmente à restrição qualitativa, em muitos casos, existe também a quantitativa, traduzida pela menor disponibilidade de matéria seca para os animais. Ou seja, a suplementação mineral na época da seca só deve ser realizada nas áreas deficientes se, e somente se, as necessidades energético-proteicas dos animais estiverem sendo atendidas. O mesmo raciocínio vale para quaisquer outras circunstâncias, nas quais a ingestão de carboidratos e de proteína estiver muito aquém das necessidades.

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