Outro equívoco facilmente demonstrável. Embora seja verdade que, no Brasil, temos extensas áreas deficientes em um ou mais minerais, em outras, com exceção da de sódio, que é comum a quase todos os solos distantes do litoral, pode não haver deficiência mineral alguma. Nestas regiões, a suplementação com diversos minerais não traz qualquer benefício para o rebanho, apenas resulta em custos para o pecuarista. Mesmo a deficiência de sódio, praticamente difusa no País, não ocorre em locais onde as águas são salobras com altos teores de sódio ou nas proximidades da orla marítima. Não obstante, em áreas com deficiência de um ou mais elementos, há que se verificar se o(s) mesmo(s) não está(ão) sendo oferecido(s) aos animais por intermédio dos alimentos protéico-energéticos.

Tomemos como exemplo o fósforo, mineral deficiente em grandes extensões do território nacional. Se uma vaca for criada em uma área com solo muito pobre nesse elemento, pode ser necessário suplementar com até seis gramas de fósforo por dia. Ora, basta que esse animal receba aproximadamente 1 kg/dia de farelo de trigo, que contém 0,9-1,1% de fósforo na matéria seca, para que já não haja necessidade de suplementar esse elemento, via mistura mineral. Neste cálculo, ainda não foi computada a quantidade de fósforo que esta vaca estaria ingerindo no volumoso que ela tem que consumir. Adicionalmente, esse animal estaria recebendo, através do farelo de trigo, 8-14mg de cobre, 0,10-0,13mg de cobalto e mais de 100mg de zinco. Ou seja, quando os alimentos protéico-energéticos fornecem os minerais que o animal necessita para a sua mantença e produção, não há a menor razão para suplementar com misturas minerais.

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